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Qual programa usar para escrever um livro

Por Krigor Roncoleta Valetius, escritor e criador do AUTOR 7 min de leitura

O melhor programa é o que leva o seu livro até o fim. Esta página compara as opções por aquilo que elas realmente fazem — escrever, organizar, diagramar — começando pelo AUTOR, que é o nosso, e mostrando com honestidade onde cada um dos outros ganha e onde para no meio do caminho.

Este guia é do AUTOR, o programa brasileiro para escrever, diagramar e publicar o seu livro. Conhecer o AUTOR

Antes de comparar, uma pergunta que economiza meses: o que trava você hoje?

  • Tem o texto, mas se perde nos personagens e nas linhas do enredo? O seu problema é organização.
  • Terminou o livro e não sabe como transformá-lo no arquivo que a gráfica aceita? O seu problema é diagramação.
  • Trava na página em branco? Nenhum programa desta lista resolve isso. Escreva mal, e conserte depois.

Guarde a sua resposta. Ela decide a lista inteira.

01As opções, com honestidade

AUTOR. Começamos pelo nosso, e dizemos por quê: ele é o único da lista que vai do primeiro rascunho até o arquivo que a gráfica imprime sem trocar de programa. Você escreve, guarda o fichário do universo da história, monta o enredo, corrige o texto, diagrama o miolo, faz a capa e sai com o PDF de impressão e o arquivo do ebook. Tudo em português, do menu ao corretor, e com os formatos e papéis que as gráficas brasileiras usam — não os americanos.

Ele roda no Windows, funciona sem internet e guarda os seus arquivos no seu disco, numa pasta comum que você copia e leva embora quando quiser. É cobrado em real, por plano. E, para ser justo, um limite que pode decidir por você: ele não roda em Mac.

O resto da lista é bom no que faz. Repare só onde cada um para.

Ver o AUTOR por dentro

Escrita, universo, enredo, correção, diagramação e capa no mesmo programa, em português.

Conhecer o AUTOR

Word e Google Docs. Você já tem, já sabe usar, e para escrever o texto eles dão conta. O limite aparece no dia em que o texto precisa virar livro: nenhum dos dois faz sangria, marcas de corte ou margem interna variável, e nenhum embute fonte para gráfica. São editores de documento. Escrever no Word está longe de ser errado; o problema é contar com ele até o fim — que é justamente a parte que o AUTOR cobre.

Scrivener. O clássico dos escritores. Brilha na organização: fatia o livro em cenas, tem quadro de cartões e guarda a pesquisa junto do texto. Paga-se uma vez só, e vale o preço quando o seu problema é estrutura. A saída para impressão é limitada, e o programa é em inglês, com corretor que não entende português de verdade. É o concorrente mais forte na primeira metade do caminho, e some na segunda.

Atticus. Escrita e formatação no mesmo lugar, roda no navegador, pagamento único. Resolve bem o arquivo do Kindle e o PDF de impressão em formatos americanos. É em inglês, e o controle fino de tipografia fica abaixo do que quem tem olho para livro gostaria. Depende de internet, e o seu livro mora no servidor de outra pessoa.

Vellum. O mais bonito da lista, a ponto de dar para reconhecer os livros que ele formata. Um detalhe decide por você: só roda em Mac. Pagamento único, na casa das centenas de dólares. Se você tem Mac e escreve em inglês, é uma escolha legítima.

InDesign. O padrão profissional, com toda a precisão que existe. Cobra em troca meses de aprendizado e assinatura mensal em dólar. Para quem quer virar diagramador, é o caminho. Para quem quer publicar o próprio livro, é uma marreta numa tarefa de martelo.

Preços mudam. Confira no site de cada um antes de decidir. Em geral são pagamento único em dólar, com exceção do InDesign, que é assinatura.

02A tabela, para decidir em um minuto

ProgramaEscreveOrganizaChega ao arquivo da gráficaEm portuguêsOnde roda
AUTORsimsimsim, miolo e capasim, tudoWindows, sem internet
Word / Docssimnãonãoem parte, o corretorWindows, Mac, navegador
ScrivenersimsimlimitadonãoWindows, Mac
Atticussimem partesim, padrão americanonãonavegador
Vellumsimnãosimnãosó Mac
InDesignnão é para issonãosim, padrão profissionalem parteWindows, Mac

03A conta que ninguém faz

Repare no que aconteceu na lista: fora o AUTOR, nenhuma dessas ferramentas cobre o caminho inteiro. Na prática, quem publica sozinho acaba fazendo assim:

escreve no Word → organiza no Scrivener → paga um diagramador → paga um capista → descobre um erro → paga alteração
O caminho comum de quem publica sozinho, passando por várias ferramentas e serviços escreve organiza diagramador capista alteração cada seta é uma exportação, uma formatação que quebra e um arquivo novo as três últimas caixas são as que custam dinheiro, em todo livro
O caminho de quem junta ferramentas soltas: cada troca cobra tempo, e três delas cobram dinheiro.

Cada seta é uma exportação, uma formatação que quebra no meio e mais um arquivo com nome tipo livro_final_v7_ESTE.docx. As duas últimas etapas custam, no Brasil, de R$ 1.600 a R$ 5.500 por livro, e o valor volta a cada livro novo — a conta aberta, linha por linha, está em quanto custa publicar um livro.

Há ainda um detalhe que só aparece para quem escreve em português: essas ferramentas foram desenhadas para o mercado americano. Tamanhos de papel americanos, correção em inglês, nenhuma noção dos papéis brasileiros e dos formatos que a gráfica da sua cidade imprime.

O caminho inteiro, sem as setas

No AUTOR não existe exportar no meio: o mesmo livro que você escreve é o que vai para a gráfica.

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04Como fica na página impressa

Este é o resultado do lado de lá — as páginas do Estrela do Caos, um livro de 394 páginas, já no arquivo que foi para a gráfica:

Abertura de capítulo (página 11)Abertura de capítulo (página 11)
Página de texto (página 12)Página de texto (página 12)
Na ordem em que o leitor vira a folha. À esquerda a abertura de capítulo, com ornamento, local e data e a capitular — a letra grande que abre o primeiro parágrafo. À direita a página comum, que vem logo depois: cabeço com o nome do livro, fólio (o número) no pé e a mancha de texto centrada. As cruzinhas nas beiradas são as marcas de corte e de registro, que só existem no arquivo da gráfica.

05O que procurar, de verdade

Na hora de escolher, use estas cinco perguntas:

  1. Ele chega até o arquivo da gráfica? Ou para no texto e deixa você sozinho na parte cara?
  2. Ele entende português? Corretor, separação de sílabas, aspas e travessão de diálogo.
  3. Os seus arquivos são seus? Se a assinatura acabar, você sai com o livro ou ele fica preso lá dentro?
  4. Funciona sem internet? Escritor escreve em ônibus, em sala de espera e em sítio sem sinal.
  5. Roda na sua máquina? A pergunta mais prática de todas, e a que elimina o Vellum para quem não tem Mac.

Faça essas cinco perguntas a qualquer programa desta lista. Foram elas que desenharam o AUTOR: ele responde sim às quatro primeiras, e a quinta é a única em que ele perde — para quem tem Mac.


06O AUTOR faz esta parte com você

Se você chegou até aqui procurando um programa para escrever, o AUTOR é o que faz o caminho inteiro em português. Ele roda no Windows, funciona sem internet, e os seus arquivos ficam no seu disco. Se a assinatura vencer, o programa entra em modo de leitura e o seu texto continua saindo em .docx — você nunca fica com o livro preso lá dentro.

Ele não é o melhor do mundo em tudo. É o feito para quem escreve em português e quer levar o livro do primeiro rascunho até a gráfica sem trocar de ferramenta três vezes.

Conhecer o AUTOR Escrever, diagramar e publicar no mesmo programa, em português.
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